"O lixo produzido nas cidades, cuja coleta é gerenciada pela administração local, é classificado de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). O Brasil produz, por dia, perto de 150.000 toneladas de lixo (77% de origem residencial). De acordo com a ABREPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), 60,5% dos municípios brasileiros estão acumulando seus resíduos sólidos de forma inapropriada.
Na maior parte do país, o lixo é enviado para os lixões, que são áreas onde o lixo simplesmente é empilhado, sem cuidados com a separação de produtos orgânicos e inorgânicos, ou ainda com a reciclagem e o tratamento dos resíduos que podem contaminar solos, rios e aquíferos. Os locais em que o lixo recebe uma cobertura com terra são chamados de aterros controlados, técnica que não acaba com a contaminação, apenas inibe o mau cheiro e a proliferação de insetos e animais vetores de doenças.

BRASIL AINDA ACUMULA OS RESÍDUOS DE FORMA INAPROPIADA NA MAIORIA DOS MUNICÍPIOS - PASSOS MG ESTÁ COM ÁREA VENCIDA A ANOS
Os sistemas mais adequados para a destinação do lixo são os aterros sanitários. Os aterros são construídos em locais distantes de mananciais e áreas residenciais. Sua estrutura base é constituída por materiais impermeabilizantes, como o PVC, para que o chorume – líquido formado pela decomposição do lixo – não infiltre no subsolo, podendo até mesmo ser reaproveitado através do sistema de compostagem para a produção de adubos e fertilizantes naturais.
Outra vantagem dos aterros é aproveitar os gases provenientes da decomposição do lixo orgânico, sendo o principal deles o metano, classificado como um dos maiores gases estufa. O biogás é uma fonte de energia renovável e faz parte dos mecanismos de desenvolvimento limpo previstos no Protocolo de Kyoto. O projeto pioneiro no Brasil de utilização do biogás como crédito de carbono é o Centro de Tratamento de Resíduos de Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro.
Os aterros sanitários possuem um custo elevado e um prazo específico para a sua utilização, em média, entre 20 e 30 anos. A logística envolvida no transporte do lixo para áreas afastadas dos centros urbanos é um dos componentes mais complexos para serem resolvidos, ainda mais no trânsito congestionado das grandes cidades. Outra opção dispendiosa do ponto de vista financeiro é a incineração do lixo, opção muito utilizada em países como Japão e Austrália. As instalações modernas de combustão de lixo são projetadas para destruir o lixo e recuperar energia, que é utilizada para produzir vapor e eletricidade."

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"Em 2010, o governo brasileiro instituiu a Lei Nacional dos Resíduos Sólidos, que estipulou, em 2014, o prazo para que todos os municípios do país tenham uma destinação correta dos seus resíduos, substituindo todos os lixões por aterros sanitários. As prefeituras precisam apresentar seus projetos para que o Governo Federal ofereça parte dos recursos necessários para a sua implementação. Infelizmente, o Brasil não conta com um maior suporte institucional para a coleta seletiva do lixo, que representa a coleta de materiais passíveis de serem reutilizados, reciclados ou recuperados, como papéis, plásticos, metais, vidros, entre outros.
Cabe às cooperativas independentes, ou ligadas ao poder público, realizarem essa separação do lixo antes dele ser enviado para os aterros, ou ao bom senso da população em realizar essa separação. Isso sem falar em milhares de pessoas que, em condições de subemprego, realizam a árdua tarefa de separar os resíduos que podem ser revendidos, como o papelão e o alumínio. A reciclagem e a reutilização de materiais retiram os resíduos que poderiam se acumular em lixões, rios e córregos, auxiliando ainda na economia de energia usada para a transformação das matérias-primas.
Aterro controlado em Passos MG já teve o seu limite vencido a anos e agora já está a meses para se aderir um novo projeto para uma área nova que até hoje não surgiu.
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NOTICIAS DA ULTIMA GESTÃO AGORA EM 2022 SOBRE ATERRO QUE AINDA CONTINUA NO LOCAL VENCIDO
De acordo com a secretária Municipal de Obras, Clélia Rosa, que é engenheira civil há 34 anos e assumiu pela primeira vez um cargo público, a questão do Aterro Controlado de Passos está sob efeito de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que está em prazos de dilação. Atualmente, a cidade recolhe em média 60 toneladas por dia de lixo por meio de uma empresa terceirizada de coleta. Em maio de 2022, será necessária nova licitação,
“Assumimos e fizemos um estudo topográfico e identificamos que o Aterro Controlado tem vida útil para mais dois anos. O Aterro é Controlado, não é o ideal, que seria Aterro Sanitário, mas é o que se tem. Funciona em uma área de 13 hectares que é da Usina Açucareira Passos, na MG-050, próximo à JBS, e neste sentido, desde o ano passado a administração já vem buscando uma solução”, disse Clélia.
A aprovação na Câmara de Passos para adesão ao consórcio foi realizada em 2020 e para que ocorresse a adesão era necessário que as cidades membro aceitassem em assembleia. Este aceite foi dado na semana passada, conforme informou Clélia, e agora as câmaras municipais de cada um dos municípios consorciados devem aprovar a adesão de Passos.
“O consórcio visa minimizar os custos dos serviços, uma vez que é consorciado, e dar uma destinação correta ao lixo. O material pode ser aproveitado em usina de reciclagem para geração de energia e, como é um grupo maior, conseguimos reduzir custos de transporte e tratamento. Para a usina funcionar, o que deve acontecer nos próximos dois anos, precisam da nossa parceria, pois somos o maior gerador de lixo da região. A usina não ficaria viável se não fosse a nossa adesão”, salientou Clélia.
Pelo atual contrato com a empresa de coleta em Passos, será o mesmo, só alterando o local de entrega do transbordo, que, ao invés de ser no Aterro Controlado será no ponto de coleta do Cidassp.
Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/
Fonte:.frankesustentabilidade.com.br

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