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sexta-feira, 19 de agosto de 2022

REUNIÃO DA SEDESE COM O PROGRAMA MINAS RECICLANDO ATITUDES PARA CADASTRO DE CATADORES CONTOU COM CERCA DE 50 CATADORES E MEMBROS DE ASSOCIAÇÕES DE COLETA EM PASSOS MG

   Reunião contou com cerca de 50 catadores e membros das associações de coleta.

PASSOS – A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) cadastrou cerca de 40 catadores de material reciclável em Passos, nesta quarta-feira. O objetivo é desenvolver políticas públicas para o reconhecimento profissional, aumentar oportunidades e oferecer benefícios por meio do Programa Minas Reciclando Atitudes.

Em reunião realizada ontem na Casa de Cultura, representantes da Sedese em Passos instruíram os catadores presentes a preparar o cadastro, com nome, telefone, endereço e outros dados pessoais. De acordo com a Sedese, o cadastro é a única forma de a prefeitura registrar profissionalmente o trabalho dos catadores e de aproximá-los a associações da categoria.

 

 

REUNIÃO DA SEDESE COM O PROGRAMA MINAS RECICLANDO ATITUDES PARA CADASTRO DE CATADORES CONTOU COM CERCA DE 50 CATADORES E MEMBROS DE ASSOCIAÇÕES DE COLETA EM PASSOS MG
REUNIÃO DA SEDESE COM O PROGRAMA MINAS RECICLANDO ATITUDES PARA CADASTRO DE CATADORES CONTOU COM CERCA DE 50 CATADORES E MEMBROS DE ASSOCIAÇÕES DE COLETA EM PASSOS MG


O governo tem obrigação na resolução dos resíduos sólidos e, por isso, precisa envolver o catador autônomo no cadastro do programa. O estado quer saber onde encontrar e quem são esses catadores para dar iniciativas a projetos de coleta, como a coleta seletiva, e a oportunidades de trabalhos registrados para esses profissionais. Aqui em Passos, prevemos a criação de quatro a cinco novas associações de catadores”, disse Gustavo Oliveira, engenheiro ambiental da Megaqualyt, empresa contratada pela Sedese para repassar os relatórios dos cadastros de cada município.

A ideia é ampliar a coleta seletiva no município. Faremos outras reuniões e passaremos em escolas, hospitais e outros prédios, visando educar os moradores de Passos a separarem seus resíduos da maneira correta. Com esse projeto, o catador terá um CNPJ oficial e benefícios como auxílio de bolsas e parcerias com empresas de fora que compram os resíduos coletados”, afirmou.

Para o catador Renato Pereira, o projeto é importante, mas precisa realmente ajudar o catador autônomo e não somente os membros associativos. “Ainda tem muita coisa a se esclarecer. Fui pegar uma reciclagem na Vila Betinho e uma dessas associações me barrou por eu não ser membro. A ideia do cadastro é boa e vai render mais trabalhos para a gente, mas não pode prejudicar a coleta dos catadores que trabalham há vários anos sem registro”, disse.

O certo seria as associações nos ajudarem a vender os resíduos diretamente para as empresas e fábricas de fora. Por exemplo, o pet está R$4,80 para algumas fábricas, mas os repassadores pagam pra gente no máximo R$2,80”, afirma Pereira.

Marília Aparecida Silva, que atua como catadora há mais de 30 anos, acredita que o projeto será importante para os coletores em Passos desde que não atrapalhe os autônomos. “O trabalho de coleta é digno como qualquer outro. Geramos renda e até ajudamos na questão do meio ambiente da cidade. Tenho esperança que o governo reconheça nosso trabalho e nos ajude com esse projeto”, disse.

As associações devem ser formadas apenas por catadores. Temos relatos que estão proibindo alguns catadores autônomos de coletar em certos bairros. Isso está errado, aquele catador que não quiser se cadastrar também deve ter o direito de coletar os seus resíduos, se não vai formar um monopólio de coleta aqui na cidade”, disse.

O encontro contou com a participação da Associação Coocares e da AAção Reciclagem e das secretarias municipais de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Trabalho e Renda (Semab e Sedest). O programa prevê destino de verba às associações, formação de pontos de coleta nos bairros e caminhões para o recolhimento dos resíduos. Segundo a Sedese, Passos conta com mais de 200 catadores e o objetivo é cadastrar o maior número de profissionais.

 

ASSOCIAÇÃO COOCARES CHEGOU COM TODOS OS SEUS INTEGRANTES NA REUNIÃO PARA CADASTROS DE CATADORES DE RECICLÁVEIS EM PASSOS MG APRESENTANDO A CAMISETA DO DIA MUNDIAL DA LIMPEZA 2022
ASSOCIAÇÃO COOCARES CHEGOU COM TODOS OS SEUS INTEGRANTES NA REUNIÃO PARA CADASTROS DE CATADORES DE RECICLÁVEIS EM PASSOS MG APRESENTANDO A CAMISETA DO DIA MUNDIAL DA LIMPEZA 2022

 Prefeitura cria comitê gestor sobre reciclagem

A abertura da reunião, segundo informações da Prefeitura de Passos, foi feita pelo secretário de Meio Ambiente, Sebastião Domingos, o Neném da Manoela, que falou sobre a importância da mobilização dos catadores para a profissionalização e o atendimento às exigências ambientais para a coleta seletiva.

De acordo com informações da prefeitura, para a realização do projeto foi criado um comitê gestor formado por membros de vários órgãos. Da gestão municipal foram indicadas Vanilda Barbosa, da Sedest, que foi representada na reunião pela diretora Priscila Viana; Juliana Cheschini, da Semad. Também são membros do comitê a catadora autônoma Marília Aparecida Silva; a advogada Ana Célia Querino, representando a sociedade civil pela Ordem dos Advogados do Brasil, e Regina Lopes de Lima, representando os catadores organizados em cooperativa (Coocares) e Wellington Junior coordenador da associação AAção Reciclagem.

A Sedest, de acordo com Priscila Viana, participa com uma representante no comitê gestor de Passos, que junto com outros representantes atuam no projeto da Sedese Minas Reciclando Atitudes.

“Através da Sedest, a equipe do Programa de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho (Acessuas Trabalho) vem desenvolvendo ações voltadas aos catadores de reciclados e presenciamos a reunião para poder contribuir nas novas ações”, disse Priscila.

Ainda segundo a prefeitura, o diretor de Meio Ambiente, Gilson de Oliveira Wenceslau, agradeceu a presença de todos e salientou a importância do cadastro e da profissionalização dos catadores de recicláveis.

“O prefeito Diego Oliveira nos deu esta tarefa de profissionalizar os catadores, sejam eles autônomos ou associados. Passos gera em média 60 toneladas de lixo por dia e temos uma média de 300 catadores, tem material para todo mundo, o que não pode é reciclável ser enterrado, prejudicando o meio ambiente e deixando de ser uma forma de emprego e renda para centenas de pessoas”, disse.

Fonte : clicfolha

quarta-feira, 22 de junho de 2022

ASSOCIAÇÃO COOCARES PODE SER PREJUDICADA POR DIVIDA E MESMO COM DIFICULDADES ENVIOU QUASE 20 TONELADAS DE VIDRO PARA FORA

PASSOS – Uma dívida superior a R$ 12 mil pode fazer com que a Central de Organização dos Catadores de Recicláveis e Reutilizáveis do Sudoeste Mineiro venha ser prejudicada. É que a imobiliária responsável por intermediar o aluguel do barracão enviou para o presidente da extinta Cooperativa de Catadores de Recicláveis de Passos (Coocares), Olário Alves Ribeiro, um comunicado de registro de débito cobrando os seis meses de aluguel atrasados.

Por vários motivos, entres eles a possibilidade de receber recursos dos poderes públicos, a cooperativa foi transformada em associação, porém continua ocupando o mesmo imóvel, na avenida Arlindo Figueiredo. Em caso de um pedido de devolução do imóvel pelo proprietário ou através de uma ação de despejo, por exemplo, movida por ele também, a presidente da entidade, Regina Lopes de Lima, é obrigada a deixar o barracão desocupado.

Sem revelar o nome, Olário disse que no final do ano passado, uma outra pessoa havia prometido ajudar a Coocares, mas desistiu no início de 2022, também é responsável pelo pagamento do aluguel. “Nós somos avalistas no contrato com a imobiliária, e nos deram prazo de 10 dias para pagarmos os mais de R$ 12 mil ou renegociar a dívida. Vou procurar ajuda e resolver a complicada situação. Dinheiro eu não tenho”, afirmou o ex-presidente da cooperativa. A reportagem contactou com a imobiliária, e uma funcionária disse que o departamento jurídico não permitiu declarar nada sobre o assunto.

Regina contou que a situação da associação piorou muito desde o início da pandemia, principalmente pela queda de preços pagos pelos compradores de recicláveis. “As principais mercadorias como latinhas, alumínio pesado, plásticos e sucatas são os mais comercializados, mas compram bem abaixo do preço de mercado. Para pagar ao menos os catadores, tivemos que vender assim mesmo”, justificou.

ASSOCIAÇÃO COOCARES PODE SER PREJUDICADA POR DIVIDA E MESMO COM DIFICULDADES ENVIOU QUASE 20 TONELADAS DE VIDRO PARA FORA
ASSOCIAÇÃO COOCARES PODE SER PREJUDICADA POR DIVIDA E MESMO COM DIFICULDADES ENVIOU QUASE 20 TONELADAS DE VIDRO PARA FORA

 

Vidro

Nesta segunda-feira, a associação realizou a maior venda de vidros depois de um ano. Foram levados em uma caçamba da empresa Massfix, de Guarulhos (SP), 18 toneladas do material que rendeu R$ 2.200 aos cofres da entidade. Regina revelou que o dinheiro serviu apenas para ratear entre os oito catadores que sustentam suas famílias trabalhando diariamente no recolhimento de recicláveis em geral.

“Foi muito boa a negociação com a empresa paulista, porque fechei uma parceria de vender mais 18 toneladas daqui a um mês. Deixaram até um caçamba aqui na associação e vamos enchendo-a aos poucos. O vidro a gente consegue muito só através de doações. Caso não dê tempo de atingir a quantidade combinada, peço mais uns dias de prazo. Não podemos parar de recolher tudo que nós podemos vender. As pessoas interessadas em nos ajudar, liguem no número 35-9-9713-5196 e dentro de pouco tempo alguém vai buscar”, alertou Regina.

Fonte: Ézio Santos - 22 de junho de 2022 - Folha da Manha

 

quinta-feira, 16 de junho de 2022

O QUE SÃO PEV'S - SUA CIDADE ESTÁ PRECISANDO

O que são PEV's?

PEV, na realidade, é uma abreviação para Ponto de Entrega Voluntária. São coletores instalados em pontos públicos e privados estrategicamente posicionados - como próximo à comércios - para depósito, acondicionamento, transporte e destinação de resíduos sólidos. Normalmente são resistentes e com boa capacidade de armazenamento.

 

 

O QUE SÃO PEV'S - SUA CIDADE ESTÁ PRECISANDO
O QUE SÃO PEV'S - SUA CIDADE ESTÁ PRECISANDO

 São ferramentas relevantes para possibilitar a coleta seletiva, ou seja, a adequada separação dos resíduos na fonte geradora. Muitas vezes estão associados à cores que indicam quais materiais devem ser comportados no receptor, como determina a RESOLUÇÃO CONAMA nº 275, de 25 de abril de 2001


  • AZUL: papel/papelão;
  • VERMELHO: plástico;
  • VERDE: vidro;
  • AMARELO: metal;
  • PRETO: madeira;
  • LARANJA: resíduos perigosos;
  • BRANCO: resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde;
  • ROXO: resíduos radioativos;
  • MARROM: resíduos orgânicos;
  • CINZA: resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.


Entretanto, na iniciativa privada, existem opções personalizadas e divididas apenas em resíduos recicláveis e orgânicos.

Como funcionam os Pontos?

Os Pontos funcionam de forma bem simples: o consumidor leva o material até o coletor e, após uma quantidade mínima reunida ou em uma data combinada, um operador logístico coleta o montante, realiza a triagem dos resíduos (ou envia para uma cooperativa) e os encaminha para uma indústria recicladora, transformando-os em novos produtos. A fábrica pode ser da própria empresa geradora do resíduo ou outra, o importante é que o material chegue até uma indústria que irá reaproveitá-lo.


Paralelamente, o engajamento da população também deve ser trabalhado, conscientizando-os sobre a importância da destinação correta dos resíduos e informando as localizações dos PEV's próximos para o descarte adequado. As pessoas são geradoras de grandes quantidades de materiais pós-consumo e por isso precisam ser o principal alvo de campanhas educacionais sobre coleta seletiva.


Ações de coleta como a instalação de PEV's são fundamentais para viabilizar o processo da logística reversa pois são o principal elo entre o resíduo e a reciclagem. A utilização de sistemas e ferramentas tecnológicas possibilitam o monitoramento e validação do fluxo operacional de recebimento, transporte, armazenagem e distribuição desses materiais.

Benefícios dos PEV's para o ambiente, sociedade e empresas

Os benefícios dos PEV's são diversos, mas podemos começar com os mais óbvios: os ambientais. Sem dúvidas, os coletores podem fazer a diferença na melhor gestão de resíduos sólidos urbanos.


Os pontos, por serem fixos e disponíveis 24 horas, facilitam o constante descarte adequado, tanto por moradores como por frequentadores da região, estimulando assim a reciclagem, reduzindo a exploração de novas matérias-primas e diminuindo a emissão de CO2. Dessa forma, reduz a poluição e seus impactos socioambientais. Além disso, através das campanhas de engajamento, contribui com a educação ambiental da população.


A utilização dos coletores também pode trazer vantagens na dimensão social. Como em grande parte das vezes o trabalho é realizado em parceria com cooperativas, transportadores e/ou recicladores de resíduos recicláveis, o processo contribui na profissionalização, aumento de renda e melhores condições de vida desses atores.


Por fim, esta estratégia é uma opção interessante para empresas que precisam cumprir com a obrigatoriedade legal de realizar a logística reversa pós-consumo, como fabricantes, importadores e comerciantes de embalagens e produtos embalados. Ao utilizarem PEV's, essas organizações ficam alinhadas com o artigo 33 da Lei 12.305/2010, evitando possíveis passivos ambientais. Porém, não é somente isso! Se o ponto for personalizado com a sua marca, ela se associa à sustentabilidade e atrai consumidores cada vez mais engajados, além de promover o reconhecimento da instituição.

Fonte: creditodelogisticareversa.com.br

quarta-feira, 15 de junho de 2022

PORQUE SEPARAR O LIXO PARA RECICLAR

 

 A reciclagem reduz, de forma importante, impacto sobre o meio ambiente: diminui as retiradas de matéria-prima da natureza, gera economia de água e energia e reduz a disposição inadequada do lixo. Além disso, é fonte de renda para os catadores.

A preservação do meio ambiente começa com pequenas atitudes diárias, que fazem toda a diferença. Uma das mais importantes é a reciclagem do lixo.

 

PORQUE SEPARAR O LIXO PARA RECICLAR
PORQUE SEPARAR O LIXO PARA RECICLAR

 

  As vantagens da separação do lixo doméstico ficam cada vez mais evidentes. Além de aliviar os lixões e aterros sanitários, chegando até eles apenas os rejeitos (restos de resíduos que não podem ser reaproveitáveis), grande parte dos resíduos sólidos gerados em casa pode ser reaproveitada. A reciclagem economiza recursos naturais e gera renda para os catadores de lixo, parte da população que depende dos resíduos sólidos descartados para sobreviver.



Segundo a última pesquisa Nacional de Saneamento Básico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são recolhidas no Brasil cerca de 180 mil toneladas diárias de resíduos sólidos. O rejeito é resultante de atividades de origem urbana, industrial, de serviços de saúde, rural, especial ou diferenciada. Esses materiais gerados nessas atividades são potencialmente matéria prima e/ou insumos para produção de novos produtos ou fonte de energia.


Mais da metade desses resíduos é jogado, sem qualquer tratamento, em lixões a céu aberto. Com isso, o prejuízo econômico passa dos R$ 8 bilhões anuais. No momento, apenas 18% das cidades brasileiras contam com o serviço de coleta seletiva. Ao separar os resíduos, estão sendo dad os os primeiros passos para sua destinação adequada. Com a separação é possível: a reutilização; a reciclagem; o melhor valor agregado ao material a ser reciclado; as melhores condições de trabalho dos catadores ou classificadores dos materiais recicláveis; a compostagem; menor demanda da natureza; o aumento do tempo de vida dos aterros sanitários e menor impacto ambiental quando da disposição final dos rejeitos.

O que é reciclável?

É reciclável todo o resíduo descartado que constitui interesse de transformação de partes ou o seu todo. Esses materiais poderão retornar à cadeia produtiva para virar o mesmo produto ou produtos diferentes dos originais.

Por exemplo: Folhas e aparas de papel, jornais, revistas, caixas, papelão, PET, recipientes de limpeza, latas de cerveja e refrigerante, canos, esquadrias, arame, todos os produtos eletroeletrônicos e seus componentes, embalagens em geral e outros.

Como separar o lixo doméstico?

Não misture recicláveis com orgânicos - sobras de alimentos, cascas de frutas e legumes. Coloque plásticos, vidros, metais e papéis em sacos separados.

Lave as embalagens do tipo longa vida, latas, garrafas e frascos de vidro e plástico. Seque-os antes de depositar nos coletores.

Papéis devem estar secos. Podem ser dobrados, mas não amassados.

Embrulhe vidros quebrados e outros materiais cortantes em papel grosso (do tipo jornal) ou colocados em uma caixa para evitar acidentes. Garrafas e frascos não devem ser misturados com os vidros planos.

O que não vai para o lixo reciclável?

Papel-carbono, etiqueta adesiva, fita crepe, guardanapos, fotografias, filtro de cigarros, papéis sujos, papéis sanitários, copos de papel. Cabos de panela e tomadas. Clipes, grampos, esponjas de aço, canos. Espelhos, cristais, cerâmicas, porcelana. Pilhas e baterias de celular devem ser devolvidas aos fabricantes ou depositadas em coletores específicos.

E as embalagens mistas: feitas de plástico e metal, metal e vidro e papel e metal?

Nas compras, prefira embalagens mais simples. Mas, se não tiver opção, desmonte-a separando as partes de metal, plástico e vidro e deposite-as nos coletores apropriados. No caso de cartelas de comprimidos, é difícil desgrudar o plástico do papel metalizado, então descarte-as junto com os plásticos. Faça o mesmo com bandejas de isopor, que viram matéria-prima para blocos da construção civil.

Outras dicas:

Papéis: todos os tipos são recicláveis, inclusive caixas do tipo longa-vida e de papelão. Não recicle papel com material orgânico, como caixas de pizza cheias de gordura, pontas de cigarro, fitas adesivas, fotografias, papéis sanitários e papel-carbono.

Plásticos: 90% do lixo produzido no mundo são à base de plástico. Por isso, esse material merece uma atenção especial. Recicle sacos de supermercados, garrafas de refrigerante (pet), tampinhas e até brinquedos quebrados.

Vidros: quando limpos e secos, todos são recicláveis, exceto lâmpadas, cristais, espelhos, vidros de automóveis ou temperados, cerâmica e porcelana.

Metais: além de todos os tipos de latas de alumínio, é possível reciclar tampinhas, pregos e parafusos. Atenção: clipes, grampos, canos e esponjas de aço devem ficar de fora.

Isopor: Ao contrário do que muita gente pensa, o isopor é reciclável. No entanto, esse processo não é economicamente viável. Por isso, é importante usar o isopor de diversas formas e evitar ao máximo o seu desperdício. Quando tiver que jogar fora, coloque na lata de plásticos. Algumas empresas transformam em matéria-prima para blocos de construção civil.

CURIOSIDADES:

  • A reciclagem de uma única lata de alumínio economiza energia suficiente para manter uma TV ligada durante três horas.
  • Cerca de 100 mil pessoas no Brasil vivem exclusivamente de coletar latas de alumínio e recebem em média três salários mínimos mensais, segundo a Associação Brasileira do Alumínio.
  • Uma tonelada de papel reciclado economiza 10mil litros de água e evita o corte de 17 árvores adultas.
  • Cada 100 toneladas de plástico reciclado economizam 1 tonelada de petróleo.
  • Um quilo de vidro quebrado faz 1kg de vidro novo e pode ser infinitamente reciclado.
  • O lacre da latinha não vale mais e não deve ser vendido separadamente. As empresas reciclam a lata com ou sem o lacre. Isso porque o anel é pequeno e pode se perder durante o transporte.
  • Para produzir 1 tonelada de papel é preciso 100 mil litros de água e 5 mil KW de energia. Para produzir a mesma quantidade de papel reciclado, são usados apenas 2 mil litros de água e 50% da energia.
  • Cada 100 toneladas de plástico economizam uma tonelada de petróleo.
  • O vidro pode ser infinitamente reciclado.

Rafaela Ribeiro

Fonte:https://www.gov.br/mma 

terça-feira, 14 de junho de 2022

A COOCARES COLETA SELETIVA FEZ RECOLHIMENTO DE RESÍDUOS NA SEMANA DO MEIO AMBIENTE E LEVA A CONSCIÊNCIA AMBIENTAL A POPULAÇÃO DE PASSOS MG

Consciência ambiental

PAULO NATIR

14 de junho de 2022

Para comemorar o mês do Meio Ambiente a Coocares (Cooperativa dos Catadores de Materiais Recicláveis do Sudoeste de Minas) realizou uma campanha para recolhimento de materiais recicláveis na praça Geraldo da Silva Maia (Rosário) e na praça da Igreja de São Benedito. O objetivo foi promover a educação ambiental e incentivar a população a fazer o descarte correto dos resíduos. Os recicladores promoveram também a divulgação de materiais educativos e distribuíram algumas mudas de árvores. A Iniciativa teve ainda a intenção de propiciar a inclusão social dos catadores.

 

Conforme os membros da cooperativa uma cidade limpa não depende apenas do serviço de limpeza, mas principalmente da educação de seus moradores. Em suas redes sociais (facebook e Instagram) a Coocares vem incentivando a coleta seletiva. A população pode contribuir separando seus resíduos. Quem puder e quiser doar o lixo reciclável pode ligar no telefone 9 9713-5196 ou enviar um whatsapp para a cooperativa.

Procurando reduzir custos membros da entidade estão procurando um barracão ou um galpão para promoverem seus trabalhos. A população pode ajudar indicando algum imóvel para os recicladores. “Contamos exclusivamente com o apoio da população. O aluguel da nossa sede está muito alto e estamos procurando um novo local para a cooperativa”, informou uma recicladora.

A COOCARES COLETA SELETIVA FEZ RECOLHIMENTO DE RESÍDUOS NA SEMANA DO MEIO AMBIENTE E LEVA A CONSCIECIA AMBIENTAL A POPULAÇÃO DE PASSOS MG
A COOCARES COLETA SELETIVA FEZ RECOLHIMENTO DE RESÍDUOS NA SEMANA DO MEIO AMBIENTE E LEVA A CONSCIÊNCIA AMBIENTAL A POPULAÇÃO DE PASSOS MG

 

A Coocares já está em funcionamento há 22 anos em Passos. Atualmente um colaborador emprestou um veículo para os coletores trabalharem. A caminhonete da cooperativa estragou e está em manutenção. “Estamos trabalhando muito para conscientizar toda cidade sobre a necessidade da defesa do meio ambiente. Para termos uma cidade mais limpa e com sustentabilidade é preciso o apoio de todos”, concluiu a recicladora. A cooperativa iniciou suas atividades na cidade no final da década de 90. Nessa época o grande incentivador da categoria foi o ex-vereador Auro Maia (PT).

A COOCARES COLETA SELETIVA FEZ RECOLHIMENTO DE RESÍDUOS NA SEMANA DO MEIO AMBIENTE E LEVA A CONSCIÊNCIA AMBIENTAL A POPULAÇÃO DE PASSOS MG
A COOCARES COLETA SELETIVA FEZ RECOLHIMENTO DE RESÍDUOS NA SEMANA DO MEIO AMBIENTE E LEVA A CONSCIÊNCIA AMBIENTAL A POPULAÇÃO DE PASSOS MG    
 

Ainda sobre as atividades promovidas em benefício do meio ambiente a população acompanhou no 16 maio a inauguração de uma Unidade de Triagem e Compostagem de Resíduos. No local será realizado o processamento dos resíduos recicláveis como metal, papel, plástico, vidro e ainda uma iniciação ao processo de compostagem dos resíduos orgânicos. A inauguração ocorreu em comemoração ao Dia Mundial de Reciclagem
Além da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agropecuária e Abastecimento a Unidade de Triagem e Compostagem conta ainda com a participação da Aação Reciclagem e da franquia do grupo Vira-Ser que realizou investimentos para equipar a Unidade. A Secretaria de Desenvolvimento Social de Minas Gerais também vai aplicar sua metodologia no espaço.

O processo de implantação da Coleta Seletiva em Passos vai ser realizado de porta-a-porta no qual a população será orientada a separar o lixo e colocá-lo em frente suas casas nos horários pré-determinados para que seja recolhido. Alunos das escolas públicas e privadas também serão orientados sobre a importância desse processo. Para tanto a equipe do Núcleo de Zoonoses será mais uma parceira. Os agentes já promovem esse trabalho porta-a-porta no combate à Dengue.

A expectativa do diretor de Meio Ambiente da PMP, Gilson Oliveira Wenceslau, é que em um futuro próximo a Unidade conte com 100 pessoas envolvidas em seu funcionamento. Hoje são 20 trabalhadores nessa função. Passos recolhe cerca 50 mil quilos de lixo por dia. A expectativa é que 30% desse volume seja transformado em resíduos recicláveis para que retornem às indústrias como matéria prima, além de gerar renda à população.
No aniversário de Passos em 2 017 um grupo de pessoas entregou ao então prefeito Renatinho Ourives um abaixo assinado com 17 mil assinaturas pedindo a implantação da coleta seletiva. O grupo também cobrou do Ministério Pública a instituição da coleta.

O envolvimento de toda população do é fundamental para o êxito dos trabalhos. De forma consciente vamos mudando a cultura de como encaminhar o lixo. O descarte incorreto dos resíduos recicláveis é extremamente danoso para a sociedade, sobretudo em virtude da poluição. Além disso a coleta seletiva preserva os recursos naturais, melhora a limpeza das cidades, além de gerar emprego e renda.

PS – Minha solidariedade à competente jornalista Luciene Garcia. Ela foi alvo de xenofobia na TV Passos. Conheço Luciene há décadas e sua competência é indiscutível. Entre outros órgãos ela presta serviço a essa Folha e também a um dos maiores jornais do Brasil: o Estado de Minas.

Fonte: Clicfolha 

LIMPEZA URBANA UMA COISA QUE DEVE SER ROTINA NA VIDA DE TODOS COMO TOMAR BANHO

 

Muitas vezes o trabalho dos profissionais responsáveis pela limpeza urbana não é reconhecido. Isso impacta diretamente na falta de conhecimento da população sobre os serviços prestados por esses profissionais – que não são poucos.

Mas o quê isso quer dizer? Significa que os profissionais que estão nas ruas executam outros serviços além da varrição, função mais conhecida. Todas elas são de fundamental importância para a conservação da cidade e para a preservação da saúde da população.

 

LIMPEZA URBANA UMA COISA QUE DEVE SER ROTINA NA VIDA DE TODOS COMO TOMAR BANHO
LIMPEZA URBANA UMA COISA QUE DEVE SER ROTINA NA VIDA DE TODOS COMO TOMAR BANHO

Nesse blog post você entenderá, de fato, o que é a limpeza urbana, quais serviços a compõem e quais os desafios do setor para os próximos anos. 

Boa leitura!

O que é e como funciona a limpeza urbana?

Como você viu anteriormente, a limpeza urbana não está associada apenas à varrição de ruas. 

O serviço é uma das diversas ações de manutenção da limpeza pública. Isso inclui parques e praças, capinação de ruas, podas de árvores e até mesmo a limpeza de bueiros.

Todos esses serviços são realizados para que as cidades permaneçam sempre limpas e seguras. Sim, o termo segurança aqui aplicado se refere à segurança da população de modo geral, mas sobretudo no âmbito da saúde.

Quando uma via pública é devidamente limpa, aumenta-se a segurança nos deslocamento de pessoas e veículos, estimula-se o turismo e comércio local e, principalmente, evita-se o surgimento e proliferação de vetores transmissores de doenças, como por exemplo ratos e insetos.

Uma das formas mais comuns para se evitar todos esses problemas é por meio da varrição. Veja alguns termos referentes à área, descritos na cartilha desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM)

Varrição normal ou corrida: A varrição normal pode ser executada diariamente, duas ou três vezes por semana, ou em intervalos maiores. Geralmente, ocorre com mais frequência e com repasses (repetição do serviço na mesma região) em virtude da grande circulação de pessoa e consequente produção de lixo.

Varrição mecânica: Pode ser realizada com a utilização de equipamentos como, por exemplo, sopradores/aspiradores. Entretanto, apresentam maior custo de manutenção e exige treinamento para uso adequado.

Velocidade de varrição: É normalmente expressa em metros lineares de sarjeta por homem/dia. O termo “dia” refere-se a uma jornada normal de trabalho. A velocidade do serviço e produtividade do varredor dependerá de fatores como, por exemplo, o tipo de pavimentação e de calçada, existência ou não de estacionamentos, circulação de pedestres e de veículos. 

Afinal, quem é responsável pela limpeza urbana?

De acordo com a Constituição Federal CF, legislar sobre assuntos de interesse local, especialmente aqueles relacionados à organização dos serviços públicos, é uma atribuição dos municípios.

A determinação segue os inscritos dos inciso I do art. 30 da Constituição. Além disso, o inciso V autoriza a organização e prestação desses serviços, seja diretamente ou sob regime de concessão ou permissão.

Dessa forma, a Prefeitura de cada cidade torna-se responsável por garantir a execução da limpeza urbana. No entanto, engana-se quem pensa que esse serviço se restringe apenas à varrição de logradouros.

Veja alguns serviços que englobam a limpeza urbana:


Embora as prefeituras sejam responsáveis por disponibilizar esses serviços, a população também deve cooperar. É o caso das polêmicas calçadas residenciais, cuja conservação são de responsabilidade dos moradores. 

Desafios do setor 

De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2010, constatou-se o crescimento do número populacional em diversos municípios.

O senso avaliou os municípios mais populosos do país e listou 15 com população superior a 1 milhão de habitantes, totalizando aproximadamente 40,2 milhões de pessoas.

Quais são esses municípios? São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador ocupam o pódio desde do censo dos anos 2000. Mas a novidade fica por conta da Brasília.

A cidade está em quarto lugar no Ranking geral, posição antes ocupada por Belo Horizonte, agora em sexto. Além disso, destaca-se o crescimento de 2,51% / ano de Manaus, ocupando a sétima posição. Veja a tabela.

Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000/2010.

Com base nesses dados, estima-se um aumento igual ou maior em relação ao levantamento de 2010. Somado a isso, ainda há o deslocamento diário de milhões de pessoas da região metropolitana para os grandes centros.

Com mais pessoas ocupando as ruas de uma cidade, maiores os esforços necessários para realizar os serviços de limpeza urbana com eficiência. Sem dúvidas, um grande desafio para as gestões públicas.

E a destinação dos resíduos?

De nada adianta remover os resíduos de um local e despejá-los em outro. Após realizar todos os procedimentos relacionados à limpeza urbana, é fundamental que todos os resíduos tenham um destino ecologicamente correto.

Para cada categoria de resíduos, um destino específico. Veja:

  • Resíduo Domiciliar Comum – Aterro Sanitário;
  • Resíduos Recicláveis – Usina de Valorização de Recicláveis e Barracões credenciados;
  • Resíduo Vegetal – Reaproveitamento como biomassa;
  • Resíduos Tóxicos domiciliares – Aterro para Resíduos Perigosos

A utilização dessas depende das necessidade de cada cidade, podendo variar de região para região. Entretanto, recomenda-se que a destinação dos resíduos seja planejada, assim como a gestão dos resíduos sólidos.

Dessa forma, evita-se o descarte incorreto dos materiais e a consequente contaminação do meio ambiente e da população.

Fonte: blog.exati.com.br

 

segunda-feira, 13 de junho de 2022

BRASIL AINDA ACUMULA OS RESÍDUOS DE FORMA INAPROPIADA NA MAIORIA DOS MUNICIPIOS - PASSOS MG ESTÁ COM ÁREA VENCIDA A ANOS

"O lixo produzido nas cidades, cuja coleta é gerenciada pela administração local, é classificado de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). O Brasil produz, por dia, perto de 150.000 toneladas de lixo (77% de origem residencial). De acordo com a ABREPE (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), 60,5% dos municípios brasileiros estão acumulando seus resíduos sólidos de forma inapropriada.

Na maior parte do país, o lixo é enviado para os lixões, que são áreas onde o lixo simplesmente é empilhado, sem cuidados com a separação de produtos orgânicos e inorgânicos, ou ainda com a reciclagem e o tratamento dos resíduos que podem contaminar solos, rios e aquíferos. Os locais em que o lixo recebe uma cobertura com terra são chamados de aterros controlados, técnica que não acaba com a contaminação, apenas inibe o mau cheiro e a proliferação de insetos e animais vetores de doenças.

 

BRASIL AINDA ACUMULA OS RESÍDUOS DE FORMA INAPROPIADA NA MAIORIA DOS MUNICIPIOS - PASSOS MG ESTÁ COM ÁREA VENCIDA A ANOS
BRASIL AINDA ACUMULA OS RESÍDUOS DE FORMA INAPROPIADA NA MAIORIA DOS MUNICÍPIOS - PASSOS MG ESTÁ COM ÁREA VENCIDA A ANOS

 
Os sistemas mais adequados para a destinação do lixo são os aterros sanitários. Os aterros são construídos em locais distantes de mananciais e áreas residenciais. Sua estrutura base é constituída por materiais impermeabilizantes, como o PVC, para que o chorume – líquido formado pela decomposição do lixo – não infiltre no subsolo, podendo até mesmo ser reaproveitado através do sistema de compostagem para a produção de adubos e fertilizantes naturais.

Outra vantagem dos aterros é aproveitar os gases provenientes da decomposição do lixo orgânico, sendo o principal deles o metano, classificado como um dos maiores gases estufa. O biogás é uma fonte de energia renovável e faz parte dos mecanismos de desenvolvimento limpo previstos no Protocolo de Kyoto. O projeto pioneiro no Brasil de utilização do biogás como crédito de carbono é o Centro de Tratamento de Resíduos de Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro.

Os aterros sanitários possuem um custo elevado e um prazo específico para a sua utilização, em média, entre 20 e 30 anos. A logística envolvida no transporte do lixo para áreas afastadas dos centros urbanos é um dos componentes mais complexos para serem resolvidos, ainda mais no trânsito congestionado das grandes cidades. Outra opção dispendiosa do ponto de vista financeiro é a incineração do lixo, opção muito utilizada em países como Japão e Austrália. As instalações modernas de combustão de lixo são projetadas para destruir o lixo e recuperar energia, que é utilizada para produzir vapor e eletricidade."

 

 

BRASIL AINDA ACUMULA OS RESÍDUOS DE FORMA INAPROPIADA NA MAIORIA DOS MUNICÍPIOS - PASSOS MG ESTÁ COM ÁREA VENCIDA A ANOS
BRASIL AINDA ACUMULA OS RESÍDUOS DE FORMA INAPROPRIADA NA MAIORIA DOS MUNICÍPIOS - PASSOS MG ESTÁ COM ÁREA VENCIDA A ANOS

"Em 2010, o governo brasileiro instituiu a Lei Nacional dos Resíduos Sólidos, que estipulou, em 2014, o prazo para que todos os municípios do país tenham uma destinação correta dos seus resíduos, substituindo todos os lixões por aterros sanitários. As prefeituras precisam apresentar seus projetos para que o Governo Federal ofereça parte dos recursos necessários para a sua implementação. Infelizmente, o Brasil não conta com um maior suporte institucional para a coleta seletiva do lixo, que representa a coleta de materiais passíveis de serem reutilizados, reciclados ou recuperados, como papéis, plásticos, metais, vidros, entre outros.

Cabe às cooperativas independentes, ou ligadas ao poder público, realizarem essa separação do lixo antes dele ser enviado para os aterros, ou ao bom senso da população em realizar essa separação. Isso sem falar em milhares de pessoas que, em condições de subemprego, realizam a árdua tarefa de separar os resíduos que podem ser revendidos, como o papelão e o alumínio. A reciclagem e a reutilização de materiais retiram os resíduos que poderiam se acumular em lixões, rios e córregos, auxiliando ainda na economia de energia usada para a transformação das matérias-primas.


Aterro controlado em Passos MG já teve o seu limite vencido a anos e agora já está a meses para se aderir um novo projeto para uma área nova que até hoje não surgiu. 

A Prefeitura de Passos já tem concluído o projeto para a construção do aterro sanitário que irá substituir o aterro controlado de lixo no município. A área é de 38 hectares, pertence ao Grupo Itaiquara e será desapropriada pela Prefeitura. A construção do novo aterro, que tem vida útil estimada em 33 anos, é uma exigência do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, conforme a Lei nº 12.305/10 que prevê que os municípios desenvolvam planos de gestão do lixo. 


De acordo com a engenheira ambiental Andyara Machado, do Departamento de Limpeza Urbana da Secretaria Municipal de Obras, Habitação e Serviços Urbanos, o projeto foi elaborado de acordo com o Formulário de Caracterização do Empreendimento Integrado (FCEI), órgão da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.



BRASIL AINDA ACUMULA OS RESÍDUOS DE FORMA INAPROPRIADA NA MAIORIA DOS MUNICÍPIOS - PASSOS MG ESTÁ COM ÁREA VENCIDA A ANOS
BRASIL AINDA ACUMULA OS RESÍDUOS DE FORMA INAPROPRIADA NA MAIORIA DOS MUNICÍPIOS - PASSOS MG ESTÁ COM ÁREA VENCIDA A ANOS




 “O atual aterro controlado tem vida útil até dezembro de 2016. Caso o aterro sanitário não seja construído, a destinação do lixo terá que ir para outro município, em aterro sanitário de propriedade particular, com custo de R$ 90,00 por tonelada fora o transporte”, explica a engenheira ambiental.

Se a Prefeitura não construir o aterro, os gastos com a destinação do lixo produzido na cidade irão dobrar, segundo Andyara Machado, passando de R$ 330 mil mensais, que é o gasto com a coleta, para mais de R$ 600 mil, que é a soma da coleta com o transbordo da carga para outra cidade que presta esse tipo de serviço. Mas para fazer o transbordo, a Prefeitura teria que construir uma edificação para realizar esse processo, o que consumiria mais R$ 2,5 milhões, que representam mais da metade do valor estimado para construir o aterro sanitário.


De acordo com o projeto, o futuro aterro sanitário deverá custar R$ 4 milhões. Os 38 hectares para essa obra terão que ser desapropriados pela Prefeitura, porque todo o projeto foi elaborado conforme as características dessa área que havia sido cedida pelo Grupo Itaiquara para o Município de Passos. 


O custo dessa desapropriação está estimado em cerca de R$ 600 mil, que é o valor de mercado para essas terras, que ficam na Fazenda Taquaruçu, às margens da Rodovia MG-050, a cerca de 12 quilômetros da cidade.


Segundo o procurador-geral do Município, Adalberto Minchillo Neto, o processo para desapropriar a área já está pronto. A medida é necessária para evitar mais gastos para o Município, uma vez que todos os projetos referentes à obra já estão prontos, faltando apenas renovar as licenças ambientais. Caso a Prefeitura optasse por outra área, teria que iniciar um novo projeto.


Para construir o aterro sanitário, a Prefeitura se candidatou a uma linha de financiamento aberta em outubro de 2015, no valor de R$ 5 milhões, do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), mediante autorização da Câmara através da aprovação do projeto de lei da Prefeitura na última segunda-feira (7). Os recursos são da Agência Francesa de Desenvolvimento (AGF) para “Gestão de resíduos sólidos urbanos”. 


Com a lei aprovada pela Câmara, a Prefeitura poderá dar prosseguimento ao processo junto ao BDMG e passar para a etapa de contratação da operação de crédito. Nessa etapa, a Prefeitura terá que enviar o projeto do aterro sanitário e aguardar a análise da documentação exigida para saber se o financiamento foi aprovado.


Segundo a Prefeitura, o aterro sanitário significa uma evolução e uma solução quanto à deposição incorreta do lixo urbano.  O atual aterro, que completa 20 anos de funcionamento em 2016, terá sua vida útil esgotada no final deste ano, o que obriga a Prefeitura a apressar a nova obra.

 

 NOTICIAS  DA ULTIMA GESTÃO AGORA EM 2022 SOBRE ATERRO QUE AINDA CONTINUA NO LOCAL VENCIDO

 

De acordo com a secretária Municipal de Obras, Clélia Rosa, que é engenheira civil há 34 anos e assumiu pela primeira vez um cargo público, a questão do Aterro Controlado de Passos está sob efeito de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que está em prazos de dilação. Atualmente, a cidade recolhe em média 60 toneladas por dia de lixo por meio de uma empresa terceirizada de coleta. Em maio de 2022, será necessária nova licitação,

“Assumimos e fizemos um estudo topográfico e identificamos que o Aterro Controlado tem vida útil para mais dois anos. O Aterro é Controlado, não é o ideal, que seria Aterro Sanitário, mas é o que se tem. Funciona em uma área de 13 hectares que é da Usina Açucareira Passos, na MG-050, próximo à JBS, e neste sentido, desde o ano passado a administração já vem buscando uma solução”, disse Clélia.

A aprovação na Câmara de Passos para adesão ao consórcio foi realizada em 2020 e para que ocorresse a adesão era necessário que as cidades membro aceitassem em assembleia. Este aceite foi dado na semana passada, conforme informou Clélia, e agora as câmaras municipais de cada um dos municípios consorciados devem aprovar a adesão de Passos.

“O consórcio visa minimizar os custos dos serviços, uma vez que é consorciado, e dar uma destinação correta ao lixo. O material pode ser aproveitado em usina de reciclagem para geração de energia e, como é um grupo maior, conseguimos reduzir custos de transporte e tratamento. Para a usina funcionar, o que deve acontecer nos próximos dois anos, precisam da nossa parceria, pois somos o maior gerador de lixo da região. A usina não ficaria viável se não fosse a nossa adesão”, salientou Clélia.

Pelo atual contrato com a empresa de coleta em Passos, será o mesmo, só alterando o local de entrega do transbordo, que, ao invés de ser no Aterro Controlado será no ponto de coleta do Cidassp.


Fonte: https://brasilescola.uol.com.br/

Fonte:.frankesustentabilidade.com.br

quinta-feira, 9 de junho de 2022

COLETA SELETIVA E INCLUSÃO SOCIAL DE CATADORES E AS POLITICAS PÚBLICAS

 O Brasil é um dos líderes no ranking da desigualdade quando o assunto envolve distribuição de renda. Para tanto é necessário que o governo tenha que interferir diretamente por meio de políticas públicas a fim de promover a inclusão social e a criação de capital para os grupos e comunidades mais pobres. Nesse contexto podemos incluir os catadores de materiais recicláveis e a proposta de apoio às cooperativas como ferramenta indispensável no combate à desigualdade e na promoção da inclusão social.

 

 

COLETA SELETIVA E INCLUSÃO SOCIAL DE CATADORES E AS POLITICAS PÚBLICAS
COLETA SELETIVA E INCLUSÃO SOCIAL DE CATADORES E AS POLÍTICAS PÚBLICAS

 Na base do sistema de coleta seletiva no Brasil estão os catadores de materiais recicláveis. Eles são a base mais frágil de uma cadeia cujo fim normalmente se destina a uma reciclagem industrial, onde seus componentes são os catadores, sucateiros de pequeno porte, sucateiros de grande porte e industriais (CALDERONI, 1999). Os catadores estão no patamar de mais vulnerabilidade devido a suas condições socioeconômicas, na maioria dos casos exercem suas funções de modo informal, sem apoio das políticas públicas de inclusão social e melhoria de condições trabalhistas, desamparados também em relação aos órgãos públicos responsáveis pela gestão dos resíduos sólidos (CONCEIÇÃO, 2003).Instituições como o IBGE e IPEA desenvolveram, respectivamente , trabalhos como a “ pesquisa nacional de saneamento básico” e “ Caderno de diagnóstico Catadores” que nos ajudaram a desenhar o cenário das condições de vida da maioria dos catadores informais de materiais recicláveis. Em 2000 o IBGE desenvolveu a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico que dá conta de que se coleta no Brasil diariamente cerca de 125.281 mil toneladas de resíduos dos domicílio se cerca de 228.413 mil toneladas no total, como mostra a tabela (1).

Atualmente calcula-se que 1 em cada 1000 brasileiros é catador. Sendo que 3 em cada 10 catadores gostariam de continuar suas atividades na linha de reciclagem mesmo que tivessem outra escolha.Os catadores compõem a base da cadeia produtiva da reciclagem, visto que estima-se que 90% do material reciclado no Brasil seja recuperado graças à esses trabalhadores que tiram do lixo o seu sustento. Dessa forma, a companhia de limpeza urbana deixa de pagar inúmeros quilos que seriam coletados e dispostos em aterros ou lixão. É um serviço aos municípios urbanos já que os materiais coletados evitarão o consumo de matéria prima virgem e contribuirão para economizar com a coleta e a disposição final, segundo o Relatório de Situação Social das Catadoras e dos Catadores de Material Reciclável e Reutilizável:

 

COLETA SELETIVA E INCLUSÃO SOCIAL DE CATADORES E AS POLÍTICAS PÚBLICAS
COLETA SELETIVA E INCLUSÃO SOCIAL DE CATADORES E AS POLÍTICAS PÚBLICAS

 Um dos principais instrumentos a serem levados em conta parao fortalecimento da reciclagem é a instalação, nos municípios brasileiros,de programas de coleta seletiva, envolvendo as etapas de coleta,transporte, tratamento e triagem do lixo gerado por famílias e empresas. Tais programas, além de possibilitarem uma maior eficiência para a reciclagem de materiais diversos, também reduzem os impactos ambientais causados pela disposição inadequada de resíduos sólidos, uma vez que permitem a redução do volume a ser descartado e seu redirecionamento para uma destinação mais adequada(IPEA, 2013, p.14).

Embora catadores sejam os atores na gestão dos resíduos e na cadeia produtiva da reciclagem e necessitem de políticas públicas, eles sofrem preconceito por parte da sociedade. No Brasil o estilo do apoio aos servidores é de amparo e de tutela simbólica.Entidades como MNCR Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis, e o Cooper Viver Bem, se fizeram presentes em nossos estudos, esclarecendo informações e dando um norte a nossa construção conceitual sobre a gestão de resíduos atual das grandes cidades brasileiras. Um dos pontos fortes de nossa pesquisa foi o contato com os lideres dessas entidades, pois nos ajudaram a compreender as dificuldades de se regulamentar a atividade dos catadores informais de materiais recicláveis.O MNCR calcula que há mais de 800 mil catadores no Brasil. Sendo que, atualmente, mais de 100 mil formam a base do movimento. Há ainda outras estimativas que citam 500 mil catadores (CÁRITAS,2011; INSTITUTO PÓLIS,2008 apud BESEN,2008) e entre 300 mil a 1 milhão (CEMPRE,2011). 

Os benefícios sociais, assim como a geração de emprego e de renda a uma parcela da população que antes estava esquecida, são os principais motivos que justificam uma política pública favorável aos catadores, já que, possivelmente 800 mil catadores poderiam ser beneficiados, conforme afirma o material elaborado pelo IPEA-Caderno de Diagnóstico -Catadores2011(FREITAS, 2013). A criação de uma proposta de política pública para o presente artigo se deu por meio de pesquisas bibliográficas e entrevistas com os trabalhadores que são o público-alvo de nossas propostas. Esperamos, assim, atender as necessidades dessa grande parcela da população e dar continuidade à inserção dos catadores de materiais recicláveis na sociedade. Além disso, sugerimos um modelo de regulamentação do trabalho de reciclagem que seja viável logística e financeiramente. 

Concluindo

Os catadores informais executam um dos principais serviços à sociedade, muitos deles têm compreensão disso, mas mesmo assim continuam sendo vistos como um fragmento marginalizado.Tal cultura influencia fortemente na autoestima desses trabalhadores, sendo essa uma realidade que precisa ser repensada e melhorada. Afinal,se temos a força de trabalho e recursos, basta procurarmos por uma medida plausível que atenda os conceitos de eficiência e efetividade na gestão dessa problemática. No estudo verificamos que algumas ações tanto estatais como não governamentais já foram executadas, mas tais políticas precisam ser construídas e implementadas de acordo com a realidade que vivemos. Isso requer maior envolvimento dos gestores públicos com o meio em que procuramos intervir. É necessário compreender que os recursos humanos já existem para a coleta de recicláveis, mas convém valorizar o trabalho dos agentes operacionais e ofertar melhores condições para os que executam tal atividade.Viabilizando a qualidade de vida, o bem estar, a segurança, condições salubres e a estabilidade que um trabalho digno merece. Buscando, assim, a real efetividade das políticas de reciclagem.

Fonte:https://periodicos.unb.br

REUNIÃO DA SEDESE COM O PROGRAMA MINAS RECICLANDO ATITUDES PARA CADASTRO DE CATADORES CONTOU COM CERCA DE 50 CATADORES E MEMBROS DE ASSOCIAÇÕES DE COLETA EM PASSOS MG

   Reunião contou com cerca de 50 catadores e membros das associações de coleta. PASSOS – A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social...